We Music no SXSW

O projeto We Music foi um dos pré-escolhidos para o painel do festival do SXSW. O objetivo é levar a discussão de como a Internet tem alterado a rota da música independente no Brasil, tanto na produção, quanto na distribuição e consumo.

Além disso, também queremos discutir sobre artistas brasileiros que ficam famosos fora do país, mas a massa aqui não tem a mínima ideia de quem são eles. E como em um país tão multicultural como o nosso, os artistas tem sempre que inovar a forma como criam e compartilham suas músicas e como as redes sociais tem sido parte importante desse processo.

O projeto é o único brasileiro a estar concorrendo ao painel em música.

Como já falamos por aqui, o We Music é um projeto colaborativo produzido pela Remix Social Ideas, Revista Pix e MIS, contando com a participação de 8 artistas com estilos bem distintos que produziram tracks inéditas: Killer on the Dancefloor & Thiago Pethit, Database & Holger, Xis & Chernobyl, Pristine Blusters & Firefriend. Todo o processo criativo e de produção resultou em um documentário, dirigido e produzido pela Galeria Experiência, que você pode assistir aqui.

Para votar, basta acessar http://panelpicker.sxsw.com/ideas/view/5543, fazer um cadastro que leva 1 minuto e depois clicar na mãozinha para cima ao lado de “your vote”.

Mais sobre o festival aqui http://www.sxsw.com.

Daft Punk is Playing At My House (for real)

Não é de hoje que os artistas adotaram a internet como veículo de promoção e propagação de seu trabalho antes de irem bater de porta em porta com uma demo na mão. Sites como o myspace.com e o youtube são os grandes responsáveis pela explosão de artistas como Artic Monkeys e Treasure Fingers.

A internet - especialmente as redes sociais- aproximam os fãs dos artistas, tornando os “reais” e possibilitando o acompanhamento de todo o processo criativo - diferente de outros tempos, em que os ídolos eram tidos como estrelas distantes. Um perfil no Twitter ou um blog são canais de comunicação poderosos e não apenas recortes digitais do cotidiano dos artistas.

Em um post para o blog de Dave Kusek - vice-presidente na Berklee College of Music, responsável pela gestão da escola de música online, Berkleemusic.com., o guitarrista Fran Snyder fala sobre as diferenças de paradigma no consumo, na produção e divulgação e propõe um novo conceito para se experienciar a música: os house concerts.

Os concertos em casa  são pequenos shows para platéias de até 40 pessoas, feitos na casa de amigos, trazendo uma atmosfera mais intimista, estreitando laços entre o artista e o público (e também com a própria música.)

Será este um dos futuros da música? A música pop está preparada para ir da massificação à fragmentação em micro-platéias?

Bom, o futuro da música a nós e aos artistas pertencem.

:)

Confira o post completo em: Direct to Fan - the art of the house concert (not a party)